
O Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP) está a liderar o projeto Digi4RailBridges, aprovado pela FCT – Fundação para a Ciência e Tecnologia e financiado pelo COMPETE 2030, com o objetivo de desenvolver soluções digitais avançadas para a avaliação da condição estrutural de pontes ferroviárias.
O projeto envolve equipas do iBuilt – Centro de Inovação em Construção Digital e do Grupo de Investigação em Engenharia e Computação Inteligente para a Inovação e o Desenvolvimento (GECAD), contando ainda com a parceria da FEUP – Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, através das unidades de investigação CONSTRUCT e SYSTEC.
O Digi4RailBridges propõe o desenvolvimento de uma plataforma digital inovadora baseada na integração de dados provenientes de sistemas de monitorização estrutural e de informação recolhida por sistemas de visão computacional embarcados em drones. A análise destes dados será realizada de forma automática, recorrendo a técnicas de inteligência artificial, permitindo uma mudança de paradigma na gestão de infraestruturas ferroviárias, com a adoção de estratégias de manutenção preditiva. A metodologia será validada numa ponte da Linha do Norte, assegurando a sua aplicabilidade em contexto real.
O consórcio reúne competências complementares nas áreas da monitorização estrutural, inteligência artificial, visão computacional e modelação numérica, garantindo uma abordagem multidisciplinar orientada para a digitalização e modernização do setor ferroviário.
No passado dia 16 de janeiro, o consórcio realizou, na FEUP, a primeira reunião de trabalho do projeto, assinalando o início de uma fase de maior envolvimento técnico. Nesta sessão, foram definidos os princípios orientadores para a implementação dos sistemas de monitorização IoT, dos processos de inspeção remota e da arquitetura da plataforma digital. Nos próximos seis meses, e em estreita articulação com as Infraestruturas de Portugal, estão previstas campanhas experimentais de monitorização e inspeção remota da ponte da Cascalheira, situada na Linha do Norte. Estas ações irão incluir o reforço do sistema de monitorização existente, levantamentos aéreos com drones equipados com tecnologia LiDAR e a recolha de imagens para a deteção automática de anomalias estruturais.
